Você acorda, toma seu suco de caixinha “sem açúcar adicionado”, come aquele pão integral da padaria e pega uma barrinha de cereal antes de sair. No almoço, tempera a comida com aquele caldinho em cubo que realça o sabor. No lanche da tarde, um iogurte “light” para manter a dieta.
Parece uma rotina saudável, certo? Errado. Brutalmente errado.
Esses alimentos que você acredita serem saudáveis podem estar sabotando silenciosamente seu metabolismo, aumentando riscos de doenças crônicas e impedindo você de emagrecer. E o pior: a indústria alimentícia conta com sua ignorância para lucrar bilhões vendendo “saúde” em embalagens coloridas.
Um relatório devastador do Ministério da Saúde divulgado em outubro de 2024 revelou que 62% dos novos alimentos embalados lançados no Brasil entre 2020 e 2024 são ultraprocessados. Enquanto isso, estudo da USP e Fiocruz de 2025 mostrou que cada 10% de aumento no consumo desses produtos eleva o risco de morte prematura em 3%. O custo? R$ 10,4 bilhões anuais ao sistema de saúde brasileiro.
Neste artigo, você vai descobrir quais são os 5 alimentos “saudáveis” que estão destruindo seu corpo, por que são tão prejudiciais segundo a ciência mais recente, e o que fazer para proteger sua saúde e seus resultados. Prepare-se para algumas verdades desconfortáveis.
Por que ultraprocessados são tão prejudiciais: a ciência que a indústria não quer que você saiba
O que realmente define um alimento ultraprocessado
Antes de revelar os vilões, você precisa entender o conceito que revolucionou a nutrição mundial: a classificação NOVA, desenvolvida pela USP.
Alimentos ultraprocessados não são apenas “processados” ou “industrializados”. São formulações industriais feitas de substâncias extraídas de alimentos combinadas com aditivos que você nunca teria em casa.
A diferença é brutal. Um pão de padaria usa farinha, água, fermento e sal. Um pão de forma ultraprocessado adiciona emulsificantes como estearoil-2-lactil lactato de cálcio, conservantes como propionato de cálcio e melhoradores de farinha sintéticos.
Você tem polisorbato 80 na sua cozinha? Não? Então aquilo não é comida de verdade.
O impacto devastador na sua saúde
Meta-análise publicada no British Medical Journal em 2024 analisou 9,8 milhões de participantes e encontrou algo assustador: ultraprocessados estão associados a 32 efeitos adversos para a saúde.
Os dados mais fortes ligam diretamente esses produtos a maior risco de morte cardiovascular, diabetes tipo 2, obesidade, ansiedade, depressão e diversos tipos de câncer.
Um estudo revolucionário do National Institutes of Health dos Estados Unidos isolou 20 adultos saudáveis por um mês. Quando consumiam dieta ultraprocessada (80% das calorias), ganharam em média 1 quilo em apenas duas semanas, mesmo com calorias e macronutrientes idênticos à dieta não processada.
O mecanismo é complexo. Ultraprocessados alteram a microbiota intestinal, promovem inflamação crônica de baixo grau, confundem os sinais de saciedade do cérebro, causam picos e quedas bruscas de glicemia, e contêm substâncias que interferem com hormônios.
Por que você não percebe o sabotagem
A indústria gasta bilhões em marketing para criar “halos de saúde” ao redor de produtos nocivos.
Palavras como “integral”, “light”, “zero”, “natural”, “rico em fibras”, “fonte de vitaminas” aparecem estrategicamente nas embalagens. Celebridades sorriem nos comerciais. Nutricionistas são contratados para endossar.
Resultado? Você consome veneno acreditando que está fazendo escolhas saudáveis. E ganha peso, desenvolve resistência à insulina e se frustra quando a balança não se move, culpando a “genética ruim” ou “metabolismo lento”.
A verdade está na lista de ingredientes. E é hora de você aprender a lê-la com olhos críticos.
Alimento 1: Sucos de caixinha — o refrigerante disfarçado de saudável
A fraude do “100% suco” e “sem açúcar adicionado”
Aqui está a mentira mais bem elaborada da indústria alimentícia: sucos de caixinha “100% suco” que dizem não ter açúcar adicionado.
Parece impossível? Vou explicar o truque.
Quando a indústria processa sucos, as frutas passam por etapas brutais: espremidas por máquinas que separam líquido de sólido, ultrafiltração remove toda partícula sólida incluindo polpa rica em fibras, clarificação por centrifugação elimina o restante das fibras, evaporação da água concentra o líquido, e finalmente o “ajuste de doçura” usando suco concentrado de maçã.
O suco concentrado de maçã é o ingrediente secreto. Tem 70 gramas de açúcar por 100ml – puro açúcar líquido da fruta, mas açúcar do mesmo jeito.
Análise da UFRGS revelou que um suco Del Valle de pêssego “sem açúcar adicionado” contém 18g de açúcar por caixinha. A American Heart Association recomenda máximo de 25g diários para mulheres adultas. Uma caixinha = 72% do limite diário.
Pior ainda: zero fibras. Pesquisas mostram que o processamento industrial destrói vitamina C por oxidação, degrada carotenoides pelo calor, elimina antioxidantes da casca (que é descartada), e adiciona aromatizantes para compensar o sabor perdido.
Resultado? Água + açúcar + química. Mesma bomba metabólica de um refrigerante, mas vendido como “natural”.
O que acontece no seu corpo
Estudo brasileiro descobriu que 42% das calorias de adolescentes vêm de refrigerantes e sucos de caixinha. Entre crianças de 3 a 6 anos, bebidas açucaradas representam 8% da demanda calórica diária total – calorias vazias que não nutrem.
Quando você toma suco de caixinha, a ausência de fibras faz o açúcar entrar direto na corrente sanguínea. Pico de insulina brutal. Duas horas depois, queda brusca de glicemia. Fome desesperadora. Compulsão por carboidratos.
Repita isso diariamente por meses e você cria o ambiente perfeito para resistência à insulina, acúmulo de gordura visceral e diabetes tipo 2.
A alternativa real
Quer suco? Faça na hora da fruta inteira, sem coar. Ou melhor ainda: coma a fruta.
Uma laranja inteira fornece fibras que modulam a absorção do açúcar natural, vitamina C protegida pela casca até você consumi-la, saciedade que dura horas, e mastigação que ativa sinais de saciedade no cérebro.
Compare: uma laranja tem 60 calorias e 12g de açúcar com fibras. Um copo de suco de laranja natural sem coar tem 110 calorias e 21g de açúcar com menos fibras. Um suco de caixinha tem 120 calorias e 24g de açúcar sem fibras nenhuma.
A escolha é óbvia.
Alimento 2: Iogurtes “light” e “zero” — a armadilha dos adoçantes artificiais
O que realmente está no seu iogurte “saudável”
Iogurte natural verdadeiro tem três ingredientes: leite, fermento lácteo e talvez açúcar ou mel. Fim.
Iogurte “light” ou “zero” industrializado? Prepare-se para a lista: leite, concentrado de proteína de leite, amido modificado, gelatina, aspartame, acessulfame-K, sucralose, corantes (carmim de cochonilha, urucum), aromatizantes, conservantes, espessantes, e estabilizantes.
Estudo brasileiro de 2023 analisou iogurtes e bebidas lácteas. Descobriu que 56,98% usam corantes naturais ou artificiais, 8,72% usam apenas corantes artificiais, e 2,33% misturam ambos.
Os corantes são o menor problema. O grande vilão são os adoçantes artificiais que substituem o açúcar.
A bomba-relógio dos adoçantes
Em 2023, a Organização Mundial da Saúde fez uma recomendação devastadora: evitar adoçantes artificiais para controle de peso ou redução de doenças crônicas.
A razão? Estudos mostram que adoçantes aumentam risco de diabetes tipo 2, doenças cardiovasculares e morte precoce quando consumidos regularmente por pessoas saudáveis.
Pesquisa brasileira da USP publicada na revista Neurology em 2025 acompanhou 12 mil pessoas por 8 anos. Os resultados são aterrorizantes:
Participantes com maior consumo de adoçantes artificiais apresentaram 62% mais declínio cognitivo global e 173% mais declínio de fluência verbal comparado aos que consumiam menos.
O aspartame, um dos mais usados, foi classificado pela OMS como “potencialmente cancerígeno para humanos”, embora as evidências ainda sejam limitadas.
Outros estudos sugerem que adoçantes confundem o cérebro com sabor doce sem calorias, aumentando compulsão por doces reais, alteram a microbiota intestinal prejudicando tolerância à glicose, e podem contribuir para síndrome metabólica a longo prazo.
O paradoxo cruel
Você compra iogurte “light” para emagrecer. Mas os adoçantes podem estar aumentando seu apetite por doces, prejudicando sua microbiota, e até acelerando o declínio cognitivo.
É emagrecer envenenando-se lentamente.
A solução inteligente
Compre iogurte natural integral sem sabor, sem adição de nada. Em casa, adicione frutas frescas picadas, canela, cacau em pó puro ou mel com moderação.
Sim, terá mais calorias que o “light” com adoçantes. Mas serão calorias que nutrem, que saciam, que não confundem seu metabolismo.
A indústria convenceu você que precisa de produtos “zero” para emagrecer. A ciência mostra o contrário: alimentos reais em porções adequadas são a resposta.
A maior desculpa para consumir ultraprocessados é a praticidade. “Não tenho tempo para preparar comida de verdade.”
Você precisa de ferramentas certas que transformam preparo de comida real em algo rápido e simples.
Um processador de alimentos manual [Ver na Shopee] permite picar frutas para iogurte natural em 30 segundos. Encontra modelos eficientes na Shopee por R$ 40-80 que duram anos.
Potes de vidro herméticos [Ver na Shopee] facilitam preparar iogurte com frutas no domingo para a semana inteira. Kits de 5 potes custam entre R$ 50-100 na Shopee e valem cada centavo.
Para temperos frescos que substituem caldos industrializados, um moedor manual de especiarias processa alho, gengibre e ervas em segundos. Modelos em inox custam R$ 30-60.
Investir R$ 150-200 em utensílios básicos pode salvar milhares em saúde futura e centenas mensais deixando de comprar ultraprocessados caros.
Alimento 3: Pães “integrais” industrializados — farinha branca com maquiagem marrom
A mentira escondida no primeiro ingrediente
Pegue qualquer pão “integral” de supermercado. Vire a embalagem. Leia o primeiro ingrediente da lista.
Se começar com “farinha de trigo enriquecida com ferro e ácido fólico”, você foi enganado. Aquilo não é pão integral de verdade.
A legislação brasileira exige que ingredientes sejam listados em ordem decrescente de quantidade. O primeiro é o que tem mais.
Teste da Proteste analisou 7 marcas de pão integral. 4 entre 7 tinham mais farinha branca refinada que farinha integral.
Marcas admitiram usar apenas 23% a 25% de farinha integral. Algumas usam entre 40% e 70%. Nenhuma usa 100%, embora o rótulo diga “pão integral”.
Em 2023, a Anvisa finalmente estabeleceu: para ser “integral”, produto deve ter no mínimo 30% de ingredientes integrais, e essa quantidade deve ser superior aos ingredientes refinados.
Trinta por cento. Isso significa que seu “pão integral” pode ser 70% farinha branca e ainda levar o nome que engana você.
Os aditivos que transformam pão em química
Mas a farinha não é o único problema.
Análise da Panelinha revelou os ingredientes típicos de pão de forma industrializado: emulsificantes (estearoil-2-lactil lactato de cálcio, mono e diglicerídeos de ácidos graxos, polisorbato 80), conservadores (propionato de cálcio, ácido sórbico), melhoradores de farinha (fosfato monocálcico, cloreto de amônio, ácido ascórbico sintético).
Você tem algum desses no armário da cozinha? Não? Então não é comida.
Esses aditivos existem para dar vida de prateleira longa, textura macia artificial, e sabor padronizado. O custo? Seu corpo processa substâncias que não reconhece como alimento.
Sódio: o assassino silencioso
Pães industrializados são bombas de sódio. Análise mostrou que muitos têm mais sódio que pão francês de padaria.
A OMS recomenda máximo de 2.000mg de sódio diário. Duas fatias de pão de forma podem ter 300-500mg – até 25% do limite diário em um único item do café da manhã.
Sódio em excesso aumenta pressão arterial, sobrecarrega rins, contribui para retenção de líquidos e dificulta emagrecimento.
Como identificar o falso integral
Na lista de ingredientes, procure:
Sinal de alerta vermelho: Primeiro ingrediente é “farinha de trigo” sem a palavra “integral”. Produto rejeitado.
Sinal de alerta amarelo: Contém açúcar ou glicose entre os três primeiros ingredientes. Produto questionável.
Sinal de alerta laranja: Lista com mais de 8 ingredientes e múltiplos nomes químicos. Produto ultraprocessado.
Sinal verde: Primeiro ingrediente é “farinha de trigo integral”, lista curta (máximo 6-7 itens), ausência de conservantes e emulsificantes sintéticos.
Melhor ainda: compre pão fresco de padaria artesanal ou faça em casa. Farinha integral, água, sal, fermento. Quatro ingredientes. Comida de verdade.
Alimento 4: Barras de cereais “saudáveis” — doce disfarçado de snack nutritivo
O açúcar camuflado que destrói sua dieta
Barras de cereais são o maior exemplo de marketing enganoso da indústria alimentícia.
Estudo português de 2024 analisou 277 barras de cereais. Os dados são alarmantes: mais de 50% foram classificadas como tendo elevado teor de açúcar. Algumas continham até 57% de açúcar – mais que um brigadeiro.
Análise da DECO Proteste em 48 produtos encontrou que a maioria tem “demasiado açúcar e aditivos” e são “muito calóricas”, sendo “pouco recomendáveis para lanches frequentes”.
O truque da indústria? Disfarçar açúcar com múltiplos nomes: maltodextrina, xarope de glicose, xarope de açúcar invertido, extrato de malte, açúcar mascavo, mel, frutose.
Quando você vê “sem açúcar adicionado”, pode significar que tem 15g de xarope de glicose no lugar. Resultado calórico e metabólico? Idêntico.
Teste da Proteste descobriu que em algumas barras Trio e Nutry, o açúcar era o componente em maior quantidade, não aveia ou cereais como o rótulo sugere.
Os aditivos problemáticos
Barras de cereais Quaker de banana e Ritter de castanha contêm BHA e BHT, aditivos banidos em alguns países europeus.
Estudos sugerem que podem aumentar lipídios no sangue, atrapalhar absorção de vitaminas A e D, causar urticária e dermatite, e o BHA pode contribuir para câncer.
A investigação portuguesa descobriu que 80% das barras analisadas contêm ingredientes ultraprocessados como fibras adicionadas artificialmente, aromas sintéticos, xaropes de açúcar processados, edulcorantes (que causam efeitos laxantes em excesso), corantes e conservantes.
A falácia das fibras
Algumas barras proclamam “fonte de fibras” nos rótulos. A Proteste descobriu que isso é parcialmente verdade – mas que tipo de fibra?
Fibras naturais de aveia, frutas secas e sementes são benéficas. Fibras artificiais adicionadas (inulina, polidextrose, maltodextrina resistente) têm efeitos questionáveis.
Teste mostrou que barra Ritter de banana tinha 25% menos fibras que o indicado no rótulo. Outras como Trio e Ritter de castanhas forneciam menos de 1g de fibra – praticamente nada.
A verdade sobre “light” e “diet”
Barras “light” são obrigadas a ter 25% menos calorias ou nutrientes que a versão normal. Mas muitas marcas não têm versão normal para comparação.
Resultado? A legislação “frágil e permissiva” (palavras da Proteste) permite que produtos com 120 calorias se autodenominem “light” sem referência real.
Barras “diet” substituem açúcar por adoçantes como maltitol, que em excesso causam inchaço, flatulência e diarreia.
A alternativa que realmente nutre
Quer um snack rápido e saudável? Faça você mesmo em casa aos domingos:
Misture aveia em flocos com pasta de amendoim natural, mel, frutas secas picadas e sementes. Compacte em forma untada. Leve à geladeira. Corte em barras. Guarde em pote hermético.
Ingredientes totais? Seis. Todos naturais. Todos que você conhece. Sem aditivos, sem açúcar disfarçado, sem mentiras.
Ou simplesmente coma um punhado de castanhas + uma banana. Mesma praticidade, nutrição infinitamente superior.
Alimento 5: Temperos prontos e caldos em cubo — sódio concentrado com MSG
A bomba de sódio que explode seus rins
Aquele caldinho Knorr, aquele tempero Sazón, aquele caldo em cubo que “realça o sabor” – todos são concentrados de sódio disfarçados de praticidade.
Pesquisa sobre sopas instantâneas (mesma categoria) revelou dados preocupantes. Uma única porção pode conter mais de 50% da recomendação diária de sódio da OMS (2.000mg/dia).
Para hipertensos, que deveriam consumir ainda menos, um caldinho pode estourar o limite diário inteiro em uma única refeição.
O nutrólogo Roberto Navarro explica: “O maior perigo é a presença excessiva de sódio, que pode dificultar o funcionamento de órgãos como coração e rins.”
Sódio em excesso causa retenção de líquidos (você fica inchado), aumenta pressão arterial mesmo em pessoas saudáveis, sobrecarrega os rins que precisam filtrar o excesso, e contribui para doenças cardiovasculares a longo prazo.
Glutamato monossódico: o realçador viciante
O segundo vilão é o glutamato monossódico (MSG), presente em praticamente todos os temperos prontos.
MSG é um realçador de sabor que contém enormes quantidades de sódio e, pior, estudos sugerem efeitos neurotóxicos potenciais.
Pesquisas indicam que MSG pode piorar disfunções de aprendizado, favorecer Alzheimer e Parkinson, e gerar dependência porque se assemelha a neurotransmissores.
Você já percebeu que comida temperada com caldo Knorr parece “mais gostosa” e você come mais? Não é acidente. É química projetada para fazer você consumir mais.
Os aditivos escondidos
Além de sódio e MSG, temperos prontos contêm lista extensa de aditivos: realçadores de sabor (vários tipos diferentes), corantes (para deixar a comida com cor “apetitosa”), aromatizantes (para imitar o cheiro de comida caseira), conservantes, antiumectantes (para não empedrarem), e gorduras hidrogenadas.
A legislação não exige especificação de quantidades de cada aditivo. Você consome doses desconhecidas de substâncias que estudos ainda não comprovaram serem completamente seguras a longo prazo.
Temperos reais existem e são melhores
Aqui está a verdade que a indústria odeia: temperos naturais frescos são mais saborosos, mais nutritivos, e igualmente rápidos de usar.
Compre: alho fresco (pique e congele em porções), cebola (idem), pimentão (idem), salsa e cebolinha (congele picadas), gengibre fresco, pimenta-do-reino em grão para moer na hora, cominho, páprica, açafrão, tomilho, orégano, alecrim.
Invista 30 minutos no domingo processando e congelando. Terá temperos genuínos por semanas, gastando menos que caixinhas de química industrializada.
Sal? Use sal marinho ou rosa do Himalaia em quantidade moderada. Você controla quanto coloca, não a indústria.
Processar alho, cebola e ervas manualmente é tedioso e desmotiva. Você precisa de ferramentas que tornem isso rápido.
Um processador de alimentos elétrico pequeno (mini chopper) [Ver na Amazon] processa 3 cabeças de alho em 10 segundos. Modelos de 250-400W custam R$ 80-150 na Shopee e são investimento que se paga em 2-3 meses.
Potes herméticos de vidro [Ver na Amazon] mantêm temperos processados frescos por 2-3 semanas na geladeira ou meses no freezer. Kits de 10 potes pequenos custam R$ 60-100.
Para quem quer qualidade superior, processadores premium com lâminas em inox e maior potência estão disponíveis na Amazon por R$ 200-400, com durabilidade de anos.
Compare: uma caixa de tempero pronto custa R$ 4-8 e contém sódio + química. Um kit de utensílios custa R$ 150-250 e fornece temperos reais por anos.
Como identificar e substituir: seu guia prático de proteção
A regra de ouro da lista de ingredientes
Pegue qualquer produto embalado. Vire. Leia a lista de ingredientes antes de olhar qualquer coisa no rótulo frontal.
Regra 1 – Se tem mais de 5 ingredientes, suspeite. Quanto mais ingredientes, maior a chance de ser ultraprocessado.
Regra 2 – Se você não reconhece o nome de ingredientes, não é comida. Polirricinoleato de poliglicerol? Não é comida. Fosfatidatos de amônio? Não é comida.
Regra 3 – Se açúcar (ou sinônimos) está entre os 3 primeiros ingredientes, produto rejeitado. Sinônimos incluem: maltodextrina, glicose, frutose, xarope de milho, xarope de glicose, açúcar invertido, extrato de malte, mel de milho.
Regra 4 – Se contém gordura hidrogenada ou interesterificada, jogue fora. São gorduras trans modificadas, devastadoras para o coração.
Regra 5 – Se promete milagres no rótulo, fuja. “Emagrece”, “queima gordura”, “turbina metabolismo” = marketing mentiroso.
O método de substituição inteligente
Não tente mudar tudo de uma vez. Estratégia de substituição gradual funciona melhor:
Semana 1-2: Substitua sucos de caixinha por água com rodelas de limão/laranja ou chás naturais gelados.
Semana 3-4: Troque iogurtes “light” por iogurte natural com frutas frescas.
Semana 5-6: Substitua pão de forma industrializado por pão de padaria ou caseiro (congele fatias).
Semana 7-8: Elimine barras de cereais, substitua por frutas + castanhas.
Semana 9-10: Prepare temperos naturais, elimine caldos industrializados.
Em 10 semanas, você terá transformado completamente sua alimentação sem trauma, sem sofrimento, sem sentir que está “de dieta”.
Aprenda a cozinhar o básico
“Não sei cozinhar” não é desculpa válida. Você aprendeu a ler, a dirigir, a usar computador. Pode aprender 5 receitas básicas.
Precisa dominar apenas: arroz integral, feijão básico, frango grelhado temperado, omelete com legumes, e salada variada.
Cinco receitas. Combinadas de formas diferentes, dão 20+ refeições distintas. Todas preparáveis em 30 minutos ou menos.
Existem centenas de vídeos gratuitos no YouTube ensinando passo a passo. Livros de receitas simples com fotos claras custam R$ 30-60 e são investimento para a vida.
Você não precisa virar chef. Precisa de receitas simples, rápidas, com ingredientes reais.
Livros de receitas focados em comida caseira básica com linguagem acessível e fotos de cada etapa fazem toda diferença. Opções como “Panelinha” da Rita Lobo ou “Cozinha Prática para o Dia a Dia” ensinam o essencial.
Na Amazon, encontra edições físicas por R$ 40-80 ou versões Kindle por R$ 20-40. Investimento único que transforma sua relação com comida.
Uma balança digital de cozinha [Ver na Amazon] ajuda a entender porções reais e desenvolver percepção de quantidades. Modelos precisos (até 5kg, precisão de 1g) custam R$ 50-100 na Amazon.
Termômetro culinário digital [Ver na Amazon] garante que carnes estejam no ponto sem ressecamento. Essencial para iniciantes. Modelos confiáveis custam R$ 40-80.
Kit completo (livro + balança + termômetro) sai por R$ 130-250 e elimina as desculpas que impedem você de cozinhar comida real.
Conclusão: a revolução começa no supermercado
Você acabou de descobrir que cinco “alimentos saudáveis” que consome regularmente são sabotadores silenciosos do seu metabolismo, da sua saúde e dos seus resultados estéticos.
Sucos de caixinha são refrigerantes com marketing de saúde. Iogurtes “light” contêm adoçantes que aceleram declínio cognitivo. Pães “integrais” industrializados são 70% farinha branca com aditivos químicos. Barras de cereais têm mais açúcar que nutrição. Temperos prontos são bombas de sódio e MSG.
A boa notícia? Você tem controle total sobre isso.
Cada vez que você entra no supermercado, faz escolhas. Cada produto que coloca no carrinho é um voto – pelo seu corpo ou contra ele, pela indústria ou pela sua saúde, pela mentira ou pela verdade.
A mudança não acontece da noite para o dia. Acontece em decisões pequenas, repetidas diariamente, que se acumulam em transformação radical ao longo de meses.
Sua primeira ação hoje: pegue um produto “saudável” que tem em casa agora, vire a embalagem, leia a lista de ingredientes, e decida se aquilo merece entrar no seu corpo. Depois de ler este artigo, você tem olhos para ver. Use-os.
O corpo para os próximos 20 anos começa nas escolhas dos próximos 20 dias. Escolha proteção. Escolha comida de verdade. Escolha vida.
Este conteúdo é informativo e educacional, baseado em evidências científicas disponíveis até a data de publicação. Não substitui consulta, diagnóstico ou acompanhamento profissional individualizado com médico, nutricionista ou educador físico. Consulte um profissional de saúde antes de iniciar qualquer mudança significativa em dieta, especialmente se você tem condições de saúde preexistentes.





